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BNDES revê regras de financiamento para reduzir aportes do governo

Agência Brasil - 16:06 - 3/12/2014
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    O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou hoje (3) que fará mudanças nas regras de definição de taxas e prazos de empréstimos.

    As modificações estão previstas nas novas políticas operacionais do banco, que serão detalhadas em breve. Um dos objetivos é reduzir a dependência do BNDES em relação a aportes financeiros governamentais.

    O anúncio foi feito pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, em coletiva de imprensa na sede do banco. ''Estamos com proposta para ampliar a participação de fontes de mercado, com participação menor de TJLP [taxa de juros de longo prazo] em todas as linhas [de financiamento]'', salientou Coutinho.

    Segundo ele, a revisão das condições das linhas de financiamento está pronta, mas depende de aprovação do governo federal. Coutinho explicou que, como a maior parte dos desembolsos previstos para 2015 já foi contratada, os aportes governamentais ainda serão importantes. A expectativa é que a necessidade de financiamento do Tesouro Nacional seja reduzida a partir de 2016.

    Coutinho ressaltou que haverá aumento da taxa de juros dos empréstimos, mas será compatível com a viabilidade dos projetos. ''O objetivo não é inviabilizar os investimentos, mas atender orientação da política econômica. Ao mesmo tempo, de maneira adequada, cumprir a missão de financiar o setor privado'', observou.

    O Ministério da Fazenda autorizou hoje aporte de R$ 30 bilhões para o BNDES atender à demanda de crédito contratada este ano. Entre janeiro e outubro deste ano, o banco desembolsou R$ 146,6 bilhões em financiamentos, praticamente o mesmo valor do mesmo período do ano passado.

    Sobre a permanência na presidência do BNDES, Coutinho disse apenas que a prerrogativa de escolher o presidente do banco é da presidenta Dilma Rousseff. Acrescentou que, para retomar o crescimento econômico, é essencial recuperar a confiança. ''Uma das pré-condições para retomada da confiança é o fortalecimento fiscal'', concluiu.

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