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Comerciantes divergem sobre crescimento das vendas no carnaval deste ano

Agência Brasil - 15:54 - 9/02/2015
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    Pesquisa do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio) revela que, por influência do carnaval de rua, o comércio carioca deve ter incremento de 3% nas vendas até a Quarta-Feira de Cinzas (18). A sondagem ouviu 300 lojistas da cidade, de 28 de janeiro a 2 de fevereiro. ?O carnaval de rua movimenta muito as pessoas, e elas acabam consumindo muitos adereços, tecidos para fantasias, bermudas, camisetas?, disse hoje (9) à Agência Brasil o presidente do CDL-Rio, Aldo Gonçalves. Ele acredita que esse movimento vai impactar positivamente as vendas do mês, mas adiantou não haver ainda uma estimativa de quanto será o aumento em termos percentuais.

    Ele apontou, porém, que o comércio nacional não atravessa uma fase muito boa, e ''o centro do Rio de Janeiro, em especial, tem sofrido muito com as obras em curso, dificuldade de circulação, engarrafamentos''. De acordo com a pesquisa do CDL-Rio, o tíquete médio das compras alcança cerca de R$ 150. O cartão de crédito parcelado é a forma de pagamento mais utilizada pelos foliões.

    O otimismo do presidente do CDL-RJ não é compartilhado, entretanto, pelos dirigentes da Sociedade dos Amigos da Rua da Alfândega e Adjacências (Saara), maior shopping a céu aberto do estado. O presidente da entidade, Ênio Bittencourt, dissel que as obras promovidas na cidade, pela prefeitura, têm provocado, de julho do ano passado até agora, perdas entre 30% e 40% para o comércio local.

    ''O carnaval está muito desanimado. O Natal já foi ruim e o carnaval vai pelo mesmo caminho. O povo está sem dinheiro'', disse Bittencourt. Ele espera que possa ocorrer uma melhora nesta última semana que precede o carnaval e leve os comerciantes a recuperarem as perdas, uma vez que a cidade está cheia de turistas. Promoções e oferta de descontos à vista são iniciativas adotadas pelos empresários da Saara para atrair os clientes.

    Bittencourt informou que os artigos mais procurados são camisas de clubes de futebol, fantasias ''baratinhas'', além de colares havaianos. As máscaras, segundo ele, estão tendo pouca saída neste carnaval. O presidente do CDL-Rio, Aldo Gonçalves, destacou, porém, que embora as vendas na Saara se mostrem em ritmo lento, ''as pessoas estão comprando em Madureira, na zona norte, e na zona oeste da capital fluminense''. Após o carnaval, a perspectiva é de queda para o comércio em geral.

    O ano de 2015 mostra um cenário muito próximo do ano passado, com economia em ritmo hesitante e um mercado de trabalho que não absorve mão de obra como ocorreu nos últimos anos, apesar de ter um índice de emprego elevado, de acordo com avaliação do gerente de Economia da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), Christian Travassos.

    No período do carnaval, não é diferente, segundo ele, e o consumidor está ''pisando no freio, mais seletivo no consumo''. O economista observou que o estado apresenta um mercado de trabalho ainda forte em termos de estoque, mas não de variação. ''Em termos de estoque, as pessoas, bem ou mal, continuam empregadas''. Como o Rio de Janeiro é intensivo em empregos na área de serviços, ele acredita que os empresários vão apostar nas datas comemorativas para alavancar as vendas e garantir o efetivo empregado. ''Em um momento adverso da economia, as datas comemorativas ganham relevância. Os empresários vão apostar em promoções, em pacotes, como tem ocorrido no carnaval''.

    Travassos reconheceu que há variações em relação a áreas industrializadas, como o ABC Paulista, onde o carnaval será bem diferente do verificado em cidades litorâneas fluminenses, como Paraty, na Costa Verde, ou Armação dos Búzios, na Região dos Lagos, por exemplo, ou mesmo o Rio de Janeiro, que se prepara para receber as Olimpíadas, em 2016, e apresenta um turismo efervescente. ''São cenários distintos, desiguais, mas que, na média, nadam na maré morna da economia''.

    Não há projeção de expansão de vendas do comércio fluminense no carnaval. O cenário é de estabilidade, acentuou o economista da Fecomércio-RJ. Não deve haver mudança no quantitativo de empregados, o empresariado deve segurar os investimentos, aguardando o que vai ocorrer na economia, para ver se o ímpeto do consumidor volta no segundo semestre. Há ainda expectativa em relação às medidas que serão adotadas pelo governo. ''O comércio está vigilante nesse momento desfavorável da economia''. Algo mais significativo, só em 2016, acredita.

    Segundo a Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), 977 mil turistas estarão na cidade para passar o carnaval e assistir aos 456 blocos de rua, gerando a entrada de US$ 782 milhões na economia, oriundos do turismo, contra US$ 665 milhões no ano passado.

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