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Fim da briga: empresário Abílio Diniz deixa o Pão de Açúcar

El Economista America - 20:12 - 6/09/2013
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    casino635.jpgAbilio Diniz e Jean-Charles Naouri, imagem de divulgação

    A briga entre o empresário brasileiro Abilio Diniz e o grupo francês Casino chegou ao fim. Os dois acionistas do Grupo Pão de Açúcar (GPA), maior rede de supermercados do País, chegaram a um acordo e Abilio aceitou deixar o comando do conselho do Pão de Açúcar na sexta-feira (6).

    O empresário brasileiro também perderá os direitos jurídicos e políticos dos negócios do GPA, mas continuará sendo acionista minoritário. Por outro lado, suas  ações ordinárias na Wilkes Participações, holding controladora do GPA, serão convertidas em preferenciais como parte do acordo.

    Até hoje, a controladora do Casino tinha 65,6% das ações do GPA e direito a voto,  Abilio possuía 5% de ações preferenciais do GPA e 48% das ordinárias da Wilkes. Apesar de não ter o controle da empresa, por determinação contratual o brasileiro detinha o cargo vitalício de presidente do conselho administrativo do GPA.

    Seu afastamento era um desejo antigo dos executivos do Casino, que tem entrado em confronto com o Abilio desde que ele tentou uma fusão com o Carrefour no Brasil.

    Histórico e conflitos

    O Pão de Açúcar nasceu como um empreendimento da família Diniz em 1948 e ao longo dos anos passou de um simples padaria para um dos maiores conglomerados de varejo de alimentos do País.

    Em 2006, os donos do Pão de Açúcar firmaram um acordo com o grupo varejista francês Casino, que injetou capital na empresa em troca de ações. Houve também a formalização de um contrato no qual o Casino garantia a opção preferencial de compra das ações ordinárias do Pão de Açúcar e, com isso, poderia assumir o comando do grupo no Brasil em 2012.

    Com o capital, o Pão de Açúcar acelerou seu crescimento e se tornou capaz de realizar um dos negócios mais ousados dentro do setor varejista brasileiro, a compra da rede de eletroeletrônicos Ponto Frio. Ainda promoveu uma fusão dessa empresa com a líder varejista Casas Bahia. O negócio deu origem a Via Varejo.

    Sabendo que perderia o controle do Pão de Açúcar cedo ou tarde, o empresário Abilio Diniz, presidente da empresa na época,   tentou equacionar o problema promovendo uma outra fusão em 2011, agora entre o Pão de Açúcar e a operação do Carrefour no Brasil. O negócio foi cancelado duas semanas depois de anunciado e revoltou os executivos franceses, azedando de vez a relação entre Diniz e o Casino, que a partir daí passaram a trocar farpas publicamente.

    Com o fracasso da fusão com o Carrefour, o Casino assumiu o controle do GPA em junho de 2012. Diniz permaneceu ocupando o cargo de presidente do conselho, mas perdeu comando direto da operação. 

    A derrota poderia ter terminado as disputas, mas o empresário brasileiro decidiu iniciar uma nova empreitada. Desde o final do ano passado ele investiu mais de R$ 1 bilhão na compra de ações da BR Foods (BRF) e se aliou ao fundo de pensão Previ e a Tapor, dois dos maiores acionistas da empresa de alimentos, para se eleger presidente do conselho da BRF. O negócio revoltou ainda mais o alto comando do Casino, que pediu a saída de Diniz do conselho do GPA, alegando que o executivo não poderia permanecer nos dois cargos porque existiria um conflito de interesse (a BR Foods é uma das maiores fornecedoras de alimentos da rede Grupo Pão de Açúcar).

    Os franceses entraram com recurso legal na corte arbitral da Câmara de Comércio Internacional, mas mesmo com todas as medidas e bravatas, Diniz assumiu a presidência do conselho da BRF em março, permanecendo também à frente do conselho do Pão de Açúcar, até anunciar sua saída hoje.

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