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O IPO da CNOVA

João Varella - 20:29 - 24/11/2014
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    Fachada da Nasdaq, Bolsa americana que reúne empresas de tecnologia

    ANÁLISE - A varejista digital CNOVA, companhia que surgiu da união dos ativos de comércio eletrônico do Grupo Pão de Açúcar com os do seu controlador, o Casino, tem um início de abertura de capital fraco na Nasdaq. O preço da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) foi estabelecido a US$ 7 por ação, abaixo de sua estimativa de US$ 12,50 a US$ 14.

    É uma brochada, mas nada grave. Fracasso é quando uma empresa não consegue realizar o IPO (se deseja fazer isso, claro). Mas é importante entender os motivos que podem ter espantado os investidores e impedido uma chegada mais forte à Nasdaq. Vejo três fatores:

    1) O Alibaba, maior empresa de tecnologia da China, tem um sistema simples e lucrativo. Não lida com logística nem coisa alguma do mundo real. Intermedeia e that's all folks.

    2) O modelo Amazon, que é parecido com o da CNOVA, teve dá sinais de fraqueza. A empresa de Jeff Bezos teve prejuízo de US$ 437 milhões no terceiro trimestre e projeta perdas de US$ 570 milhões no quarto trimestre. Tudo bem que a Amazon hoje é mais que um e-commerce, mas em essência dá uma projeção nada alentadora.

    3) O Brasil passa por um péssimo momento. A empresa administra no País os sites Cdiscount, Casas Bahia, Extra, Ponto Frio e Barateiro. Ou seja, um bom pedaço do seu faturamento está atrelado à terra do Petrolão, pibinho e pedaladas ficais.

    Fora a CNOVA, o Brasil reúne meia dúzia de empresas de tecnologia com potencial e vontade de ir ao exterior fazer IPO - o que em si já demonstra um problema, pois o ideal seria ficar na Bolsa brasileira. Com empresas de tecnologia fortes, todo o ambiente de negócios brasileiros ganha. Tomara que a CNOVA tenha ajudado a pavimentar o caminho.

    *****


    João Varella é editor do El Economista América e repórter da revista IstoÉ Dinheiro. Fundou a editora Lote 42 e o site Trilhos Urbanos. É autor dos livros Curitibocas, A Agenda e 42 Haicais e 7 Ilustrações. Escreve semanalmente neste espaço. O presente artigo não reflete necessariamente as opiniões do El Economista América.


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