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Secretário é exonerado após dizer que "mulher gosta de farda" em entrevista sobre abuso sexual

elEconomistaAmerica - 10:57 - 20/12/2013
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    O secretário de Defesa Social do estado de Pernambuco, Wilson Damázio, foi exonerado do cargo na noite dessa quinta-feira (19). A decisão foi tomada pelo governador do estado, Eduardo Campos, após as declarações polêmicas dadas por Damázio ao Jornal do Commercio.

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    Ele foi entrevistado pela repórter Fabiana Moraes para uma série de reportagens sobre o abuso de jovens negras e pobres na cidade de Recife, capital de Pernambuco.

    Quando indagado sobre o caso de policiais que foram pegos praticando sexo oral com um mulheres dentro de viaturas, o ex-secretário afirmou que "aqui tem muitos problemas com mulheres, principalmente... Elas às vezes até se acham porque estão com policial. O policial exerce um fascínio no dito sexo frágil... Eu não sei por que é que mulher gosta tanto de farda. Todo policial militar mais antigo tem duas famílias, tem uma amante, duas. Eu sou policial federal, feio pra c**... a gente ia para Floresta [Sertão de Pernambuco], para esses lugares. Quando chegávamos lá, colocávamos o colete, as meninas ficavam tudo sassaricadas. Às vezes tinham namorado, às vezes eram mulheres casadas. Pra ela é o máximo tá dando pra um policial. Dentro da viatura, então, o fetiche vai lá em cima, é coisa de doido".

    Em outro trecho da entrevista, Damázio se referiu a homossexualidade como "desvio de conduta". Ele afirmou que "desvio de conduta a gente tem em todo lugar. Tem na casa da gente, tem irmão que é homossexual, tem outro que é ladrão, entendeu? Lógico que homossexualidade não quer dizer bandidagem, mas foge ao comportamento da família tradicional. Então, em todo lugar tem alguma coisa errada...".

    Wilson Damázio escreveu uma carta na qual colocava o seu cargo à disposição para o governador. Eduardo Campos aceitou o pedido e colocou o delegado da Polícia Federal, Alessandro Carvalho Liberato de Mattos, no lugar do secretário de Defesa, interinamente. Representantes de 26 grupos, entre eles a Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas, Direitos Urbanos/Recife, Forum de Mulheres de Pernambuco e Forum LGBT de Pernambuco, entre outros realizaram uma coletiva na tarde dessa quinta-feira (19), repudiando os comentários.

    A medida, além de apaziguar a reação dos movimentos de direitos humanos, visa preservar a imagem do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que é um dos pré-candidatos à presidência da República nas eleições do ano que vem.

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