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Família Safra: a história da dinastia do banqueiro mais rico do mundo

elEconomista América - 17:58 - 6/06/2013
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    Na segunda-feira (03) o mercado norte-americano foi surpreendido pela notícia de que o libanês naturalizado brasileiro Moisés Safra e a empresária chinesa Zhang Xin compraram 40% do edifício General Motors em Manhattan (NY), fechando a negociação imobiliária mais cara dos Estados Unidos. A compra foi mais um movimento costurado na "surdina" por um dos integrantes da família Safra, conhecida pela postura "low profile" (termo em inglês usado para descrever pessoas poderosas que não gostam muito de aparecer), que apesar do esforço, volta e meia acaba envolvida em escândalos.

    Nesta quinta-feira (06) a Business Insider publicou uma grande recorte contando a história da família e de seu atual representante mais ilustre, Joseph Safra, eleito o banqueiro mais rico do mundo pela Forbes. O El Economista America traz os trechos mais interessantes desta história de sucesso e poder:

    Ascenção: O misterioso toque de Midas dos Safra, que parecem carregar desde o nascimento a vocação de negociantes,  poderia ser explicado pelo nome.  Safra significa "amarelo ou ouro" em árabe, um símbolo perfeito para explicar a riqueza da família. Assim, a reportagem da Business Insider explica que os Safras começaram no ramo financeiro ainda no Império Otomano onde comandaram um banco de confiança do governo, que acabou sendo transferido para Beirut e, depois da segunda Guerra Mundial, para o Brasil (1955), país escolhido como "pátria" pelos três irmãos prodígio, Edmond, Moisés e Joseph, que se naturalizaram brasileiros.

    Menino de Ouro: Nascido em 1932, Edmundo Safra, integrante mais notório da família até a sua morte em 1999, entrou para os negócios com apenas 16 anos. Com pouco mais de vinte, ele fundou um empreendimento notável, o Banco de Desenvolvimento de Comércio em Genebra. Em 1966 criou um negócio que determinaria a ascensão e o poder da família, o banco República Nova Iorque.

    Primeira crise: Nos anos oitenta a crise da dívida latino-americano forçou Edmond a vender o Trade Development Bank (TDB) para a American Express por US$ 650 milhões, fato que teria sido um problema que assombrou o banqueiro pelo resto de sua vida.

    A noiva: Edmond Safra era rico, solteiro e depois de passar dos quarenta precisava arrumar uma esposa para perpetuar a família. Aos 44 anos ele conhece a milionária e viúva brasileira Lily Monteverde (ex-proprietária da rede varejista Ponto Frio), se apaixonou por ela, mas não se casou de cara porque seus irmão não viam a união com bons olhos. Idas e vindas foram necessárias para concretizar o casamento em 1972, que não deixou filhos, mas um legado de doações filantrópicas milionárias para uma sinagoga de Nova York, um hospital infantil em Tel Hashomer, a Universidade Americana de Beirute e a Universidade Hebraica de Jerusalém.

    Tragédia: Em 1999 Edmond foi encontrado morto depois de um incêndio em seu apartamento em Mônaco. O caso, sem dúvida nenhuma, tornou-se o maior escândalo da família. Um enfermeiro foi condenado pelo crime, mas teorias divergentes levantaram suspeitas sobre uma possível retaliação da máfia russa e até a suposição de que a morte foi provocada pala viúva do magnata.

    Nova fase: Com a "queda" do prodígio, Moises e Joseph passaram a comandar os negócios da família. Recentemente Joseph comprou a participação do banco que pertencia a Moisés e passou a comandar o banco sozinho. A lista deste ano da Forbes destacou Joseph Safra como o banqueiro mais rico do mundo, com patrimônio particular estimado em US$ 15,9 bilhões.

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