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Área de TI no Rio teve retração entre 2007 e 2013, diz pesquisa

Agência Brasil - 18:00 - 3/12/2014
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    Pesquisa divulgada pelo Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro (TI Rio) revela que o setor de software (programas de computador) e serviços está concentrado em oito empresas, que respondem por 66,4% da receita líquida do setor no estado. A pesquisa cobre o período compreendido entre 2007 e 2013 e mostra que enquanto as empresas de São Paulo responderam por 62,4% do total da receita gerada no país na área de Tecnologia da Informação (TI), no ano passado, com evolução permanente desde 2008, quando o índice era 53,3%, o Rio de Janeiro vem decrescendo sua participação de 20%, em 2008, para 17,6%, no ano passado.

    O presidente do TI Rio, Benito Paret, disse hoje (3) à Agência Brasil que a quantidade de profissionais de nível mais elevado diminuiu no estado do Rio de Janeiro. ''A gente percebe que tem havido uma migração'', comentou. Também a massa de salários tem crescido em taxa menor que a de São Paulo. Nos seis anos pesquisados, a massa salarial evoluiu 38,2% no Rio de Janeiro, contra 135,6%, em São Paulo, e 69,2%, no Brasil. ''São Paulo tem os melhores salários e uma quantidade significativa de empresas de desenvolvimento, enquanto o Rio de Janeiro tem até perdido''.

    Do total de R$ 1 bilhão da massa salarial do setor no país, São Paulo responde por 45% e o Rio de Janeiro, por 10%. ''Você percebe que a massa de salários em São Paulo é muito significativa e, com isso, atrai maiores competências, naturalmente''. Com base em fontes como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), a pesquisa indica que existem cerca de 33.832 estabelecimentos no país, dos quais 11.505 estão sediados em São Paulo. O Rio de Janeiro aparece com 3.103 empresas com mais de um empregado, com expansão média de 6,4% ao ano. Entretanto, de acordo com a sondagem, 89% das empresas instaladas no Rio de Janeiro têm menos de 20 funcionários.

    A análise identifica que o salário médio dos profissionais do setor de software e serviços foi R$ 5.082 no estado do Rio de Janeiro, com as maiores faixas ocupadas por diretores de serviços de informática (R$ 12.796) e gerentes de tecnologia da informação (R$ 10.374). Na base, estão operadores de máquinas de escritório, com salário médio de R$ 1.603.

    Benito Paret analisou que os resultados, apesar de preliminares, dão margem para a elaboração de politicas públicas de apoio para o setor em todo o país. As informações passarão a partir de agora por uma análise qualitativa, cruzando dados referentes ao crescimento de empregos versus aumento de empresas e entre salários e nível de escolaridade, por exemplo.

    Segundo Paret, fica claro que embora haja um crescimento em termos de formação no setor, com ampliação do número de cursos de bacharelado, do número de alunos matriculados em cursos de bacharelado ou licenciatura em TI e de tecnólogos, o número de formados de nível superior tem diminuído. ''Nós estamos formando pouco mais de 2,5 mil [alunos] por ano. Pouca gente está sendo preparada. Nós estamos com uma quantidade de formados bastante diminuída quando você compara com o que deveria ter em função da demanda. É um negócio preocupante.'' No início da pesquisa, em 2007, eram 3,5 mil formados de nível superior.

    Somando esse dado com a massa de salários, o presidente do TI Rio indicou que o estado não se torna atrativo para a juventude que vai estudar computação. ''A gente precisa melhorar salários, melhorar o nível das empresas, precisa ter mais mercado, mais proteção nas empresas. Tudo isso acaba sendo variável da estagnação econômica no Rio de Janeiro na área de TI''.

    Para poder competir, Paret sustentou que o Rio de Janeiro necessita de apoio de crédito, de formação de recursos humanos. ''Nós temos infraestrutura instalada boa. A oferta de cursos de níveis superior e técnico é satisfatória. O que não é satisfatório é o número de formados que tem caído substancialmente nos últimos dois anos, por razões variadas''. Ele acrescentou que embora o Rio de Janeiro tenha o segundo maior mercado de TI do país, ele está muito focado no operacional, ''e não na criação''. Paret acredita que o estado precisa tomar medidas urgentes para enfrentar essa situação, principalmente voltadas para o fortalecimento das empresas, via ações de mercado, além de utilizar a capacidade pública, por meio de eventos como as Olimpíadas, que ocorrerão no Rio de Janeiro, em 2016, para reverter em benefícios para as pequenas e médias empresas de TI.

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