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O papa Francisco é pop: evento de jovens católicos deve gerar receitas milionárias

Maria Carolina De Ré - 11:49 - 18/07/2013
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    Papa Francisco, Efe

    A  Jornada Mundial da Juventude (JMJ) é um exemplo real de que a fé é capaz de movimentar cifras milionárias. No Brasil, os organizadores da Igreja estimam que o evento celebrado na próxima semana (22 a 28 de julho), liderado pelo papa Francisco, deve ter um impacto econômico de R$ 500 milhões. A JMJ mobilizará pelo menos 1,7 milhões de pessoas na capital do Rio de Janeiro e no santuário da cidade de Aparecida do Norte, em São Paulo.

    Na edição de 2011, que aconteceu na capital espanhola, a jornada gerou R$ 920 milhões (cerca de  354 milhões de euros) para a economia local, segundo relatório dos organizadores e da consultoria PwC. Em Madri, a Igreja reuniu 2 milhões de peregrinos. O governo espanhol gastou em média  172 milhões de euros (R$ 503 milhões), mas em troca conseguiu retorno superior a 100% das despesas.

    No Brasil, os cofres públicos devem desembolsar entre R$ 320 e R$ 350 milhões, somando as despesas das três esferas (cidades, estados e governo federal), além de doações fornecidas por patrocinadores e voluntários. Em contrapartida o Ministério do Turismo anunciou que a economia brasileira pode ganhar R$ 1,2 bilhão com o encontro dos jovens católicos.

    Turistas preferem o papa à bola

    Fazendo uma comparação com o último grande evento sediado no País, a Copa das Confederações, é possível notar que os ganhos com o turismo religioso devem superar os obtidos juntos aos fãs do futebol. A Copa das Confederações gerou para o turismo interno cerca de R$ 740 milhões, segundo estimativa preliminar do Ministério do Turismo. A mesma pasta informou que só as despesas diretas com hospedagem e alimentação da jornada católica devem atingir R$ 660 milhões.

    O comércio também está mais otimista com a JMJ do que com o evento da Fifa. A Confederação Nacional do Comércio (Fecomercio) divulgou uma pesquisa na semana passada projetando que o varejo pode faturar R$ 274 milhões. As oportunidades de ganhos mais relevantes são de supermercados, vestuário e postos de gasolina. No evento futebolístico o comércio ficou às moscas e perdeu espaço para gastos em bares e restaurantes, já que a maioria dos turistas eram brasileiros residentes nos estados onde os jogos aconteceram. O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apontou que cerca de 70% do público que foi aos estádios não levou um produto de loja para casa.

    No setor de hotelaria a jornada católica também é encarada como uma oportunidade de ouro para aumentar as receitas. Uma pesquisa da Embratur apontou que as tarifas durante subiram 25,6% no período de 22 a 28, na comparação com os preços praticados no ano passado. Os preços da JMJ serão maiores do que os cobrados na Copa das Confederações, assim, as acomodações para um casal custarão em média R$ 500, ante o valor de R$ 455 cobrado durante no evento da Fifa e de R$ 398 em outras datas do mês.

    Na primeira viagem do papa Francisco com líder da igreja católica, mais de 120 mil estrangeiros devem visitar o País. O secretário nacional interino de Políticas de Turismo do Ministério do Turismo, Sandro Fernandes, disse ontem (17) que até o momento, 312 mil pessoas se inscreveram para participar dos evento, sendo que 40% delas são estrangeiras. Em um balanço preliminar sobre a Copa das Confederações, o Ministério estimou que 20 mil turistas estrangeiros vieram ao Brasil para acompanhar os jogos.

    Para participar das atividade programadas pelos organizadores, os peregrinos tiveram que comprar um kit oficial, cujo valor variou entre  R$ 109 e R$ 608 (menor e maior preço dos pacotes). Esses valores não levam em conta preços de passagens de estrangeiros que estão vindo de ônibus ou de avião para o Brasil. Dados divulgados pelo comitê da jornada mostraram que as cinco maiores comitivas contam com 200 mil brasileiros, 40 mil argentinos, 11 americanos, 9 mil chilenos e 7,5 mil italianos.


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