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Intervenções para segurar dólar fazem dívida cambial atingir maior nível em dez anos

Agência Brasil - 15:54 - 23/12/2013
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    As vendas de dólares no mercado futuro para segurar a cotação da moeda fizeram a dívida interna vinculada ao câmbio atingir o maior nível em mais de dez anos. A dívida mobiliária (em títulos) interna corrigida por moedas estrangeiras encerrou novembro em R$ 169,86 bilhões, no valor mais alto desde novembro de 2003, quando havia atingido R$ 173,52 bilhões.

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    Em termos percentuais, a fatia do câmbio na dívida interna subiu de 7,85% em outubro para 8,61% em novembro. A participação é a maior desde dezembro de 2004, quando alcançou 9,88%.

    Apesar de não envolverem emissões de títulos, as operações de swap cambial tradicional, que equivalem às vendas de dólares no mercado futuro, interferem na composição da Dívida Pública Federal (DPF) conforme os critérios usados pelo Banco Central. Pelos critérios do Tesouro Nacional, que desconsidera as operações de swap, a participação do câmbio na dívida mobiliária interna ficou estável em 0,58% em novembro.

    A proporção do câmbio na dívida mobiliária interna tende a aumentar nos próximos meses por causa da decisão do Banco Central (BC) de estender, até junho de 2014, o programa de venda de dólares no mercado futuro. Desde agosto, o BC injeta US$ 500 milhões diariamente nos leilões de swap (que funcionam como venda de dólares no mercado futuro). A partir de janeiro, esse volume será reduzido para US$ 200 milhões diários.

    Apesar do aumento da participação do câmbio, a DPF atingiu em novembro uma das melhores composições da história. A participação de papéis prefixados ? com taxa de juros definida no momento da emissão ? subiu de 41,91% em outubro para 42,66% em novembro, no maior nível registrado desde o início da série, em 1999.

    A fatia dos títulos vinculados a taxas flutuantes, como a Selic (taxa de juros básicos da economia), caiu de 13,59% para 12,60%. A participação dos títulos corrigidos pela inflação também caiu, de 36,65% para 36,13%. Todos esses números também levam em conta as operações de swap pelo Banco Central.


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