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Brasileiro tem TV por assinatura para fugir da solidão

Maria Carolina De Ré - 21:26 - 9/08/2013
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    Foto Reuters

    O mercado de TV por assinatura anda a passos largos no Brasil. O registro  anual do número de clientes cresceu em média 30% desde 2010. Além de buscar entretenimento, diversidade de programação e qualidade de imagem, as pessoas cada vez mais contratam os serviços de televisão paga para se sentirem acompanhadas, segundo pesquisa da consultoria Ipsos MediaCT.

    Evitar a solidão figura em quarto lugar na lista de motivos apontados por clientes para contratar o serviço, ficando à frente da necessidade de se manter atualizado e buscar notícias. Os dados revelaram que o anseio por "companhia" ficou atrás apenas do desejo de assistir programas específicos, passar o tempo livre e se distrair.

    Diego Oliveira, diretor da Ipsos MediaCT, disse em entrevista ao El Economista América que cada vez mais as pessoas criam uma relação de envolvimento com o meio e fazem com que ele seja parte de suas vidas. "Principalmente os assinantes com maior poder aquisitivo, que já tem o hábito de assistir canais fechados, relataram que veem programas da TV paga para se sentirem acompanhados", disse.

    No total, o estudo ouviu 25 mil consumidores. O levantamento determinou que na classe AB 25% dos assinantes disseram que consomem planos de TV para fugir da solidão. Na classe BC o percentual é de 16%, na C, 8% e na D, 4%.

    Oliveira explicou que a penetração maior do serviço em faixas de renda elevada determina esta diferença. Para ele, a difusão da TV por assinatura entre clientes com poder aquisitivo maior tornou a escolha da programação uma prática individual, portanto feita em momentos em que as pessoas estão sozinhas. Já os assinantes com poder aquisitivo menor tendem a acompanhar a programação junto com outros membros da família.

    Expansão menor em 2013

    O boletim anual "Mídia e Fatos", divulgado nesta semana em um evento organizado pela ABTA, estimou que o mercado de TV paga deve crescer 18% em 2013. Segundo o presidente-executivo da ABTA, Oscar de Oliveira, este segmento deve registrar uma adesão menor de novos clientes em função do crescimento lento da economia brasileira.

    O último levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) corrobora com essa percepção do mercado. Nos seis primeiros meses do ano a adesão a serviços de televisão por assinatura somou 772.036 novos clientes, número que representa crescimento de 4,7% em relação a dezembro. Considerando a evolução ano a ano, o aumento foi de 16,7%.

    A projeção de longo prazo, porém, é diferente. A ABTA informou que considerando o cenário mais provável, o setor deve atingir cerca de 40 milhões de assinantes em 2018, com uma penetração em torno de 65% dos domicílios com TV. Este cenário prevê um crescimento moderado da economia e a manutenção do desemprego em níveis muito baixos com elevação da renda média do trabalhador.


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