elEconomista.es
Brasil
37.362,92
-1,76%
4,1415
-1,06%
47,77
+7,28%
1.460,12
+0,01%

Gerente da Petrobras explica atraso e custo da Refinaria Abreu e Lima, no Senado

Agência Brasil - 18:03 - 16/07/2014
comentarios
    tagsMás noticias sobre:

    Convocado para explicar no Senado os motivos do atraso e do alto custo da Refinaria Abreu e Lima, o gerente-geral de Implementação de Empreendimentos da Petrobras, Glauco Colepicolo Legati, disse nesta quarta (16) que o principal motivo do atraso da obra foi a necessidade de se refazer algumas licitações, após terem sido apresentados valores superiores ao previsto pela estatal.

    A expectativa é que a refinaria seja concluída até o final de 2014, três anos após o prazo inicialmente previsto. Durante audiência pública na CPI da Petrobras, Legati disse que, em parte, esse atraso é explicado pela demora na entrega de alguns equipamentos contratados e que a necessidade de se pagar salários atrativos para incentivar a ida de profissionais para trabalharem na obra está entre os fatores que contribuíram para o encarecimento da refinaria.

    Orçada inicialmente em US$2,5 bilhões, a Abreu e Lima já custa, de acordo com o gerente da Petrobras, pouco mais de US$ 18 bilhões, podendo, chegar próximo aos US$ 20 bilhões, segundo a presidenta Graça Foster. Na audiência de hoje, Legati disse que, só com alguns detalhamentos que resultaram em alterações no projeto, foram acrescidos US$ 690 milhões à obra. "Foram feitos também aditivos contratuais e cláusulas que previam repactuação de US$ 2,169 bilhões", disse. "Só com a variação cambial, foram mais US$ 293 milhões", detalhou.

    "Mas o grande atraso está relacionado às novas licitações, porque a resposta [os preços] do mercado veio muito acima do previsto, e a Petrobras não assina contratos acima de sua estimativa de custo. Com isso tivemos de fazer mais licitações", disse Legati ao negar erros no projeto. Para o gerente empreendimentos desse porte requerem alguns cuidados a mais, que só podem ser identificados no decorrer da obra. "Não há erro de projeto. Pelo risco natural de um projeto como esse, são necessários cuidados especiais e, por isso, requisitos de segurança foram colocados nos contratos. Em muitos casos, exigências de segurança e saúde", disse.


    Comentários 0

    Síguenos en twitter
    Síguenos en Facebook

    Más leidas

    eAm
    Colombia
    Mexico
    Chile
    Argentina
    Peru

    Liga Brasileña 2013-14

    <b>Empleo industrial de Brasil </b>registra en mayo segunda baja consecutiva
    Las soluciones de <b>Aqualogy</b> para abordar la sequía de São Paulo