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SP: Milhares de pessoas participaram de protesto, que terminou com incidentes

Maria Carolina De Ré - 2:10 - 19/06/2013
4 comentarios

    O sexto ato do Movimento Passe Livre (MPL) em São Paulo reuniu cerca de 50 mil pessoas na Praça da Sé na terça-feira (18), segundo estimativas da Polícia Militar. A manifestação começou de forma pacífica, mas depois que o ato se locomoveu até a prefeitura da cidade, que fica no Viaduto do Chá, grupos de manifestantes tentaram invadir a sede do governo municipal e protagonizaram confrontos violentos.  Durante a noite, os incidentes acabaram se espalhando para outras áreas da região central.

    Percebendo os problemas, a multidão pediu o fim do vandalismo. Sem sucesso na contenção dos grupos radicais, a maioria dos participantes rumou para a região da Avenida Paulista por dois caminhos, um grupo seguiu pela Rua da Consolação e outro pela Avenida Brigadeiro Luis Antonio. Agrupamentos menores também marcharam para o Parque Dom Pedro, no centro, e pela Rodovia Raposo Tavares, na zona oeste da cidade. O El Economista América percorreu o caminho da Consolação e acompanhou a movimentação na Avenida Paulista.

    Diferente do que aconteceu na segunda-feira (17), quando o protesto reuniu pessoas de diversas faixas etárias, a maioria dos manifestantes eram estudantes e jovens. Os cantos "vem pra rua", o "povo acordou" e "Se a tarifa não baixar a cidade vai parar'' marcaram o ritmo da marcha. Na Avenida Paulista o clima foi de tranquilidade com direito a "olas" e desfiles de cartazes.

    "Não estamos contestando apenas os R$ 0,20, mas problemas como a corrupção. Estamos cansados de ver políticos que foram condenados continuarem soltos. É um tapa na nossa cara, agora decidimos que não vamos dar a outra face, jamais", disse Yori Leite, 20.

    A estudante de 16 anos, Kaiuby Conti, destacou que não achava certo a tarifa do transporte ser tão cara e o serviço não ter qualidade. Ela contou que foi a primeira manifestação que acompanhou na vida, e que ficou feliz porque não viu bandeiras de partidos políticos. Kaiuby não sabe no que os protestos vão dar,  mas salientou que se sentia representada pelas pessoas que estavam na manifestação, não pelos políticos.  "Não votei ainda porque não tinha idade suficiente, mas acho que a mudança tem que vir da gente", salientou.

    Além dos protestos contra o preço do transporte e pedidos de melhorias nos serviços públicos, alguns manifestantes também comentaram que decidiram aderir ao movimento porque se sentiram tocados com os relatos que viram nas redes sociais sobre os atos anteriores. "Fiquei muito emocionada de ver as fotos e relatos das pessoas que estiveram na manifestação que aconteceu ontem [segunda-feira,17], por isso decidi participar", contou Pamela Vaz, 20.

    Ela participou da sexta manifestação organizada pelo MPL na cidade com outras três amigas, que também contaram que as imagens do Facebook motivaram sua presença, assim como o que classificaram de "desejo de promover mudanças no País". 

    Incidentes

    Diego Tiradentes, 28, contou que acompanhou o ato desde a Praça da Sé e que os incidentes começaram na frente da prefeitura quando grupos de manifestantes se desentenderam. "A briga começou entre as pessoas que estavam no protesto. Depois começou um outro problema porque alguns queriam entrar no prédio, outros queriam impedir. Muita gente saiu em direção a Brigadeiro Luiz Antônio para a Avenida Paulista. O pessoal que estava na Praça da Sé também seguiu este caminho", disse.

    Por volta das 21 horas, manifestantes que tentavam entrar na prefeitura e atearam fogo em um carro Link (veículo usado na transmissão de imagens por canais de televisão) da TV Record, que estava estacionado na frente do prédio.

    A polícia foi chamada para dispersar aglomerações na região central depois que foi avisada de uma onda de saques  em diversas ruas do centro histórico. Lojas foram roubadas e agências bancárias pichadas. Os manifestantes também atacaram a fachada do Theatro Municipal.

    Em nota, a Prefeitura relatou que aconteceu uma tentativa de invasão no Theatro Municipal e todas as entradas foram fechadas. Os vitrais da fachada foram pichados. Ainda não é possível avaliar a extensão dos danos ao edifício, que tinha sido reformado recentemente. Cerca de 300 pessoas estavam dentro da sala de espetáculo e ficaram muito assustadas quando foram informadas do problema e na saída, quando viram os estragos.

    Por volta das 23h, moradores do centro relataram que a policia soltou muitas bombas para dispersar pessoas perto das ruas da Consolação e Augusta. Fernanda Bernardino, 30, moradora do 19ª andar de um prédio ao lado da rua da Consolação, contou que sentiu os efeitos do gás dentro de seu apartamento.

    "Parecia uma cena de filme. Vi tantas bombas que os prédios se iluminavam. Muitas pessoas saíram correndo. O cheiro entrou pela janela, deu para ver muita gente na sacada dos prédios vizinhos observando também", explicou.

    Na Rua Augusta, manifestantes queimaram lixo e entraram em confronto com o Batalhão de Choque perto das 0h. No início da madrugada desta quarta-feira (19), informações preliminares davam conta de que ao menos 20 pessoas haviam sido presas, acusadas de saque e destruição do patrimônio público.


    Comentários 4

    1
    19-06-2013 / 07:22
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    Após reunião, Dilma ameaça tirar Internet do Brasil se continuar as manifestações.



    http://www.orgulhohetero.blog.br/2013/06/apos-reuniao-dilma-ameaca-tirar.html

    2
    19-06-2013 / 07:38
    Puntuación 0   A Favor   En Contra

    http://img.spfc.terra.com.br/forum2.asp?nID=216942

    3
    Eduardo briceño
    19-06-2013 / 19:44
    Puntuación 0   A Favor   En Contra

    La Historia se repite , grupos socialmente desincorporados al proceso de modernizacion de una economia que no permea sus resultados a las mayorias y si a unas minorias inaccesibles , las cuales no son obligadas de ninguna forma a incorporarse a un proceso de redimensionamiento social por parte de un estado burocratico y anonimo que solo se escucha cuando estallan problemas de corrupcao . Edbric

    4
    cristiane
    21-06-2013 / 05:48
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    o protesto ja acabou

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