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Análise: O Brasil dos black dogs

João Varella - 15:23 - 27/10/2013
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    Desde junho, o País vive em uma micareta democrática. Um brasileiro pode falar de constituinte para reforma política e problemas no condomínio no mesmo post de rede social sem constrangimento algum. Estar no clima da indignação do momento rende likes que parecem pedradas, pedradas que parecem likes.

    Os rebeldes estão cheios de causas. Os black blocs, o pessoal que prega a destruição do patrimônio privado para fazer a revolução, parece ter o meio bem claro. O que não se sabe bem é qual o fim. Jamais ouvi um black bloc dizer algo digno de nota. Certamente eles usufruem de uma adrenalina especial quando confrontam policiais ou instituições. Duvido que algum deles um dia admita isso.

    Passaram do ponto na última manifestação. Na sexta-feira, um coronel da PM de São Paulo foi fotografado sendo espancado covardemente. Isso deve incendiar os soldados. Dentro do sistema de segurança pública brasileiro, a PM não pode ter sua autoridade questionada. Ter um comandante agredido é muito além do aceitável.

    A quebradeira democrática com ares de Macunaíma chegou às raias do absurdo quando o debate nacional chegou aos cães beagles do Instituto Royal, em São Roque, no interior de São Paulo. Uma denúncia que ainda carece de provas fez com que uma instituição de pesquisas fosse destruída. Justo num país cuja ciência é precária. Levaram os cachorrinhos com cara fofa. Deixaram os feiosos ratos.

    Ai de quem levantar uma voz contra os pet ativistas radicais. Ou black dogs, como um amigo batizou. É mais tranquilo admitir em público hoje em dia ser antissemita do que afirmar não gostar de cachorro. Os black dogs agem em matilha. Fazem o bem. São sentimentais. Proibido cantarolar o Rock da Cachorra.

    Ninguém pode fazer nada contra essa barulhenta ala da insensatez. A Constituição em vigência no País tem 25 anos. A aborrescência começou em junho.


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